Lipoaspiração e Lipoescultura

A Lipoaspiração permite remover, permanentemente, as células de gordura de um determinado local do organismo, determinando assim a alteração da forma desejada dessa região.

É preciso ter cuidado especial na qualidade da pele para que não tenhamos um resultado excelente no que respeita à forma mas, com uma pele caída e enrugada, por esta não ter capacidade de retração. Deste modo, por vezes, associa-se o “Endolift” ou o “Lipolaser” para obter uma melhor resposta cutânea.

As áreas onde frequentemente se realiza este procedimento são: o abdómen, o dorso, as coxas, os joelhos, a “papada” e os braços.

As cicatrizes, com cerca de 1 a 3mm de comprimento, ficam situadas em áreas apropriadas de modo a ficarem imperceptíveis.

O uso de drenos aspirativos é geralmente necessário, sobretudo nas grandes lipoaspirações.

Consoante a área e o volume a tratar, a anestesia pode ser local (associada ou não a sedação), epidural, troncular ou geral e, consequentemente, em regime de ambulatório ou internamento.

Após a alta, é prescrita analgesia oral e deverá ser feita, ou não, profilaxia do tromboembolismo pulmonar consoante o risco do paciente.

Deve-se evitar calor e usar uma cinta elástica de compressão por, pelo menos, 2 meses e as massagens de drenagem linfática deverão ser iniciadas às 2 semanas.

Ocasionalmente aproveita-se a gordura aspirada para, depois de preparada, introduzir noutras regiões necessitadas (Lipofilling, Lipojet ou Lipoenxertos); é nesta situação que se fala de Lipoescultura.

Tem a vantagem de ser tecido do próprio indivíduo (evita o uso de produtos sintéticos com possíveis reações de rejeição), permanente (embora cerca de 30 a 40% daquela injetada seja perdida) e melhora a pele suprajacente. Por vezes associa-se fatores de crescimento no sentido de diminuir a perda referida.

As áreas receptoras mais frequentes são: as nádegas, mama, gémeos, tórax, face, mãos.