DOENÇA DE DUPUYTREN

A Doença de Dupuytren é causada por um espessamento progressivo da fáscia palmar a qual é um tecido que separa a pele dos tendões, nervos e vasos na face anterior da mão e dos dedos.

Pode-se apresentar como um simples nódulo até um “cordão” que se estende da palma da mão aos dedos, podendo mesmo limitar a sua mobilidade pela flexão que provoca.

Muitas vezes associada a esta temos uma contratura de uma fáscia idêntica situada no pénis (Doença de Peyronie) e na planta dos pés (Doença de Ledderhose).

Existindo uma predisposição genética para a mesma, é mais frequente nos europeus do sexo masculino tem uma causa desconhecida e a sua recorrência pode acontecer mesmo após o tratamento cirúrgico.

O seu tratamento pode ir de uma simples injeção de colagenase, da excisão de um nódulo ou picadas com uma agulha, sob anestesia local, passando por uma cirurgia prolongada sob anestesia loco-regional ou geral e, nos casos mais graves, pode até implicar vários tempos operatórios com enxertos de pele total.

Entende-se portanto que poderá ser realizada em regime de ambulatório ou internamento consoante a gravidade da situação.

No período post-operatório é aconselhável manter a mão elevada e o uso de analgésicos orais é, geralmente, suficiente.

O paciente pode retomar a sua atividade entre 2 a 6 semanas consoante a gravidade inicial da doença.

Nos casos mais avançados, a lesão nervosa durante a cirurgia é uma das complicações mais graves.